sábado, 29 de abril de 2017

A melhor época do Fazendense no futsal

No passado fim-de-semana terminou a época 2016/2017 da Série Açores da Segunda Divisão Nacional de futsal, com o Grupo Desportivo Fazendense a obter a sua melhor classificação de sempre: o terceiro lugar na primeira e na segunda fase.

Entretanto, a equipa dirigente do Fazendense já prepara a quarta prestação na Segunda Divisão Nacional de futsal com a renovação de alguns dos seus elementos do plantel.

Este ano as classificações finais das equipas do Fazendense no ténis de mesa não foram tão boas como na época passada. Na Zona Centro Sul da Segunda Divisão, os pretos da Fazenda ficaram na quarta posição e a equipa feminina do GDF classificou-se no sexto e penúltimo lugar na Zona Continente e Açores.

Saudações florentinas!!

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Apoiar o CDEF na conquista do Regional

Neste fim-de-semana disputam-se, na ilha das Flores, os jogos da final do Torneio Regional para apuramento do campeão açoriano de voleibol no escalão de juvenis masculinos. Em confronto vão estar as equipas do nosso CDEF (Clube Desportivo Escolar Flores) e a micaelense Associação dos Antigos Alunos. Os jogos realizam-se no pavilhão da Escola Básica e Secundária das Flores, em Santa Cruz, amanhã (sábado) às 17 horas e no domingo às 9 horas.

Na fase anterior (disputada no passado fim-de-semana) os valorosos jovens florentinos ganharam todos os jogos duplos disputados com Os Marienses, a Fonte do Bastardo e o Ribeirense. Neste fim-de-semana vamos apoiar os juvenis do CDEF a conquistarem o título de campeões regionais!

Também de referir a honrosa classificação obtida pelas meninas do CDEF no passado fim-de-semana no Faial, onde averbaram 3 vitórias e 3 derrotas, ficando na segunda posição do seu grupo no Campeonato regional de voleibol no escalão de juvenis femininos.

Saudações florentinas!!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Carga turística nos monumentos naturais

Na sequência do incremento do turismo nos Açores, os vigilantes da natureza estão a proceder à recolha de dados para definir a melhor carga turística em cada zona protegida, por forma a salvaguardar o ambiente.

“Nos últimos três anos temos tentado aumentar a fiscalização no terreno devido ao aumento da pressão turística, principalmente aos fins de semana, tentando ter uma fiscalização ‘in loco’, a par da recolha de dados todos os anos para determinar a melhor carga turística em cada zona protegida”, declarou Kenny Alves.

Os vigilantes da natureza têm sido confrontados com o abandono de resíduos em espaços naturais, mas Kenny Alves salvaguardou contudo que os turistas estão bastante sensibilizados para as questões ambientais.

“Atualmente, o corpo de vigilantes da natureza dos Açores é composto por 32 elementos, estando a decorrer os procedimentos para a contratação de mais quatro: dois para o Pico, um para as Flores e um para o Corvo, levando finalmente os vigilantes a todas as ilhas e parques naturais”, declarou a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo.

O arquipélago dos Açores tem 123 áreas protegidas integradas nos nove parques naturais de ilha.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 23 de abril de 2017

Bombeiros devem ter melhor gestão

O secretário regional da Saúde defendeu uma “melhor gestão” dos recursos que estão à disposição das corporações de Bombeiros nos Açores.

Rui Luís considera importante que os recursos “sejam geridos de uma forma mais correta”, potenciando os que já existem e mantendo as infraestruturas e os equipamentos. “Tem de haver um esforço conjunto de uma maior partilha e melhor gestão dos recursos”, insistiu o secretário regional da Saúde, recordando que todos querem “mais e mais recursos”, mas cada vez mais a preocupação deve residir em fazer uma “melhor utilização partilhada daqueles que já existem”.

Rui Luís manifestou também a sua preocupação em relação ao futuro das corporações de Bombeiros nos Açores, considerando que é necessário que a população “se envolva mais no movimento associativo”, através do voluntariado, tanto ao nível das direções, como dos corpos de Bombeiros. “Sabemos que, embora nalgumas zonas seja mais fácil o recrutamento, noutras ilhas é mais difícil, e como tal temos de fazer um esforço de divulgação e de apelo à população, sobretudo os jovens, para aderirem a este movimento voluntário”, alertou o governante.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Navio de cruzeiro passa pelas ilhas todas

A segunda quinzena do mês de Abril traz ao nosso arquipélago um conjunto muito interessante de escalas.

Entre todas as vinte escalas agendadas para este mês de Abril merece o realce as preconizadas pelo navio Serenissima que realizará um segundo cruzeiro temático a todos as ilhas do arquipélago desta vez com passageiros franceses e belgas.

De salientar que neste primeiro cruzeiro que tem estado a decorrer sob o signo do bom tempo o navio Serenissima tem escalado todos as ilhas, incluído a ilha do Corvo. Um dos passageiros deste cruzeiro é o próprio dono do navio o que poderá ser um bom indicativo para nos próximos anos a companhia voltar a incluir os Açores nos seus itinerários.


Notícia: jornal «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Apoios à exportação de gado vivo

O deputado florentino João Paulo Corvelo defendeu que o Governo Regional volte a subsidiar a exportação de gado vivo nos Açores, alegando que "há falta de condições" para o abate nas ilhas mais pequenas.

No âmbito de uma interpelação ao Governo Regional sobre o setor da carne no arquipélago, o deputado florentino sugeriu mesmo que seja criado um "regime de excepção" para algumas ilhas: "Visto que não há capacidade de abate na ilha das Flores para exportação nos meses de maior produção, estará o Governo Regional disponível para voltar atrás, na medida que cortou no apoio de gado vivo das ilhas das Flores e do Corvo?", questionou João Paulo Corvelo. Segundo explicou, os produtores de carne destas ilhas acabam por ser "prejudicados" ao exportar os animais vivos, na medida em que deixaram de poder aceder aos apoios à exportação antes previstos no programa Competir +.

O modelo de transporte marítimo nos Açores prejudica os produtores de carne da Região. A ideia foi defendida pelo deputado florentino João Paulo Corvelo, que entende ser preciso estabelecer obrigações de serviço público, com frequências adequadas e suficientes nas ligações diretas entre as ilhas e o Continente: “A ausência de regras mais detalhadas e exigentes para os operadores de transporte marítimo prejudica os agricultores, que não conseguem garantias de que a sua produção chega ao Continente em menos de 5 dias, desvalorizando os seus produtos”, disse João Paulo Corvelo, adiantando que o problema ganha proporções maiores nas ilhas das Flores e no Corvo.

Por seu lado, o deputado Bruno Belo (PSD) lembra que os produtores de carne das ilhas mais pequenas "não optaram" por exportar o gado vivo, ao contrário do que alega o Governo Regional, apenas não tiveram "outra alternativa": "Não foi uma estratégia, não tiveram foi alternativa, e é aqui que o Governo deve fazer a sua parte. O Governo Regional deve permitir que um agricultor das Flores, de Santa Maria, do Pico ou da Graciosa tenha oportunidade de produzir um quilo de carne ao mesmo preço que em outras ilhas", insistiu o deputado do PSD.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Diário Insular».
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Dia Internacional de Monumentos e Sítios

Hoje comemora-se nos Açores o Dia Mundial dos Monumentos e Sítios com exposições, concertos, palestras e passeios pedestres em seis ilhas.

Este ano o tema central do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios será dedicado ao Património Cultural e Turismo Sustentável, com diversas atividades dispersas por seis ilhas.

No âmbito destas comemorações, o Museu das Flores promove na próxima terça-feira (dia 25) uma visita à antiga tapada das ovelhas, um trilho pedestre situado na encosta sul do Pico da Sé, onde será explicada a importância da criação de ovinos na ilha das Flores e o aproveitamento da sua lã, que originou a tecelagem de peças que estão representadas na coleção de têxteis do Museu.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios a 18 de Abril de 1982 e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, com o objetivo de sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua proteção e valorização.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
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domingo, 16 de abril de 2017

Número verde para denúncias ambientais

Governo Regional vai criar uma linha telefónica, denominada SOS Ambiente, como complemento ao portal Na Minha Ilha, onde os cidadãos podem denunciar problemas ambientais.

O diretor regional do Ambiente referiu que o portal Na Minha Ilha vai continuar, pretendendo-se com a linha telefónica SOS Ambiente disponibilizar um “mecanismo mais eficaz” para “acesso imediato” por parte das autoridades do Governo Regional à informação e “permitindo às pessoas através do simples uso do telefone fazer a sua participação e não ter que aceder à Internet”, declarou Hernâni Jorge.

O diretor regional do Ambiente não especificou a data de entrada em funcionamento da linha SOS Ambiente, mas garantiu que vai ser montada uma estrutura que funcionará 24 horas.

Hernâni Jorge adiantou que o portal Na Minha Ilha, com sete anos de existência, tem registado uma adesão “bastante significativa” por parte dos cidadãos, tendo sido recebidas 1.130 participações. Em 2016 foram apresentadas 130 denúncias.

Hernâni Jorge referiu que cerca de metade das denúncias tem como principal motivação o abandono de resíduos e 13% relacionam-se com a conservação da natureza e áreas protegidas. Segundo o responsável, o tempo de resolução das situações, que são encaminhadas para os departamentos competentes do Governo Regional com conhecimento do denunciante, podem ir desde quatro até 45 dias em função da "sua complexidade".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
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sábado, 15 de abril de 2017

Património subaquático editado em livro

O Guia do Património Cultural Subaquático dos Açores quer ser um imenso convite à visitação de um passado que atesta a importância geoestratégica da Região.

"É um imenso convite aos interessados, que são um nicho de mercado normalmente rico e que estava habituado a ir para o Médio Oriente e outros sítios onde hoje há alguma dificuldade devido à instabilidade política", afirmou o diretor regional da Cultura. Nuno Lopes destacou que os navios naufragados no mar dos Açores são "testemunhas silenciosas de variados momentos históricos".

O Guia do Património Cultural Subaquático dos Açores, com cerca de 140 páginas de texto e fotografias, resulta de um trabalho de vários anos de investigação no arquipélago, e apresenta as coordenadas geográficas por ilha de vários naufrágios e a respetiva caracterização histórica. Nuno Lopes adiantou que atualmente existem na Região 30 sítios visitáveis, dos quais 25 são naufrágios e cinco são parques arqueológicos, porque reúnem mais do que um naufrágio.

O primeiro parque arqueológico dos Açores foi criado em 2005 na baía de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde repousa uma centena de navios que cruzaram o Atlântico. Existem ainda os parques subaquáticos Dori (próximo da cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel), Caroline na ilha do Pico, Slavonia na ilha das Flores e Canarias em Santa Maria.

"Estamos a falar de naufrágios, de vestígios, de testemunhos de travessias, de outras comunidades e culturas", salientou o diretor regional da Cultura, explicando que o Guia é também "um documento de consulta interessante mesmo para quem não pretenda mergulhar".

"Essa visibilidade contribui também para potenciar o turismo e o conhecimento da própria população sobre este património que nos Açores é riquíssimo e demonstra a importância geoestratégica da Região desde sempre", assegurou Nuno Lopes, considerando que o interesse pelo turismo de mergulho nos Açores está a crescer, "não só para mergulhar com baleias, tubarões ou jamantas, mas também para explorar naufrágios".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Navios para o "Verão da AtlânticoLine"

A empresa pública AtlânticoLine, de transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores, inicia a 18 de Maio a operação sazonal com dois navios que substituem os inicialmente previstos.

Inicialmente a operação sazonal 2017 da AtlânticoLine iria decorrer com as embarcações Moby Love e Kalli P, mas “por desistência da entidade fornecedora” a empresa pública teve de voltar recentemente ao mercado para encontrar “novos navios de alta velocidade”.

Carlos Faias revelou que já foram encontradas duas embarcações para garantir a operação sazonal e que “esta substituição não implicará aumento de encargos para a Região”. Segundo disse o presidente do Conselho de Administração da AtlânticoLine, o transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas será feito este Verão com as embarcações Master Jet e Mega Jet, que têm capacidade para transporte de viaturas “muito semelhante à operação do ano anterior. São navios com capacidade para transportar mais de 600 passageiros, cujos níveis de conforto e qualidade são até superiores e respondem aos requisitos no âmbito do contrato de prestação de serviço público que assinámos com a Região”, destacou Carlos Faias.

O transporte marítimo sazonal de passageiros e viaturas prestado pela AtlânticoLine permite ligar oito das nove ilhas, com exceção do Corvo. Este ano a operação sazonal da AtlânticoLine terá início a 18 de Maio e termina a 24 de Setembro.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Transformar a cana-roca em negócio

Pode uma espécie invasora representar uma grande oportunidade de mercado? Uma equipa da Universidade dos Açores, que se está a dedicar a um projeto de valorização da cana-roca, acredita que sim.

Investigadores da Universidade dos Açores estão a desenvolver um projecto pioneiro com uma das piores invasoras, a hedychium gardnerianum, conhecida como cana-roca, que está no 40º lugar na lista das 100 piores espécies exóticas que existem no Mundo e já se encontra espalhada em oito das nove ilhas dos Açores, com excepção do Corvo.

O grupo de investigadores vê nesta planta grande potencial económico e ambiental, que pretende dar corpo a novas soluções criando peças originais e de uso doméstico que até agora são feitas de plástico. A ideia é usar o material para fazer utensílios mais baratos e biogradáveis com design também original e de fácil masuseamento e para planeta mais sustentável.

No passado mês de Março, a cana-roca foi apresentada numa perspectiva de valorização na feira Green Business Week. Agora, a equipa prepara-se para levar o seu projecto mais longe, já que foi convidada a proferir uma comunicação sobre a utilização da cana-roca para o fabrico de embalagens na 23ª Conferência da Sociedade Internacional de Investigação para o Desenvolvimento Sustentável, que se irá realizar de 14 a 16 de Junho, em Bogotá, na Colômbia.

A equipa que está a desenvolver o projeto tem realizado estudos preliminares que indicam que as fibras da cana-roca, extraídas do caule da planta, podem ser usadas no fabrico de compósitos para objetos utilitários do dia-a-dia, como por exemplo: artigos de utilização descartável (pratos, copos, tigelas, talheres), cuvetes para acondicionar alimentos e até peças meramente decorativas. “Também é possível fabricar papel ou papelão (com diferentes cores, texturas e espessuras) e briquetes de elevado poder calorífico, para a produção de energia, em alternativa à lenha e ao carvão. A curto prazo também a Universidade dos Açores se poderá orgulhar de ser pioneira desta start-up de base ecológica”, disse a investigadora Helena Vasconcelos.

Roberto Amorim garante que esta é uma fase para a industrialização se a equipa conseguir ultrapassar os obstáculos: “Primeiro há que despertar consciências, e este despertar passa pela vontade política. A cana-roca existe em grande quantidade mas não há um levantamento preciso da quantidade de cana-roca existente nas oito ilhas. Já solicitamos há alguns meses ao Governo Regional que nos dê resposta a esta questão mas ainda não a obtivemos. Portanto, o que pretendemos é despertar consciências, pois assim será natural que o vector político na sua ingenuidade de interesses possa vir a auxiliar e a impulsionar o projecto para que se possa então se iniciar a produção”.

O investigor refere que a equipa tem tido “contactos com especialistas alemães na área do fabrico de maquinaria, pois não existem no mundo máquinas que façam a termoformagem de plantas. A termofagem consiste em aquecer o material até uma temperatura que permita que o produto se torne moldável. De seguida, esse material é moldado e depois refrigerado, onde passa ao estado rígido, adquirindo o formato do molde. Neste momento não há máquinas que façam isso para as plantas, como existe para o plástico”. Afirma Roberto Amorim que felizmente “há três meses encontramos uma empresa alemã que efectivamente está interessada em desenvolver conjuntamente connosco uma máquina que possa produzir em quantidade e que se torne economicamente rentável, para que até ao final deste ano possamos ter estes produtos no mercado”.


Notícia: «Correio dos Açores» e «Diário Insular».
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terça-feira, 11 de abril de 2017

Baldios geridos pelas comunidades?

A utilização de terrenos baldios nos Açores pode ser repensada em alguns casos para permitir a sua gestão direta e democrática pelas populações. A ideia é sugerida por Rita Serra, investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Rita Serra referiu ao jornal «Diário Insular» que os baldios nos Açores, ao contrário do que sucede no Continente, são administrados pelos Serviços Florestais, encontrando-se alguns terrenos em regime florestal e outros em utilização para pastagens. Já no caso de Portugal continental, após a Revolução de 25 de Abril de 1974, os baldios saíram da esfera do Estado e também não podem ser propriedade privada. São do "povo".

A investigadora frisa que os Açores detém Autonomia e produzem o seu próprio corpo de legislação para atender à sua realidade distinta, mas considera que o debate sobre os baldios faz sentido: "Estes terrenos simbolizam processos históricos e sociais, foram alvo de lutas entre as populações e os Governos locais e centrais. No entanto, hoje, embora as terras comuns sejam uma realidade europeia, são também uma recordação que pertence às pessoas mais antigas. Os mais jovens desconhecem estas terras", explicou Rita Serra.

A professora da Universidade de Coimbra frisa que os baldios, quando transformados em terras comuns, podem servir os interesses das comunidades em geral, sendo direcionados para usos como a agricultura, o ecoturismo ou a prática de atividade desportivas, entre outras utilizações.


Notícia: jornal «Diário Insular».
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

CMLF apoia curso de nadador-salvador

A Câmara Municipal de Lajes das Flores e a Direção Regional dos Assuntos do Mar uniram esforços para tentar melhorar as condições de segurança das zonas balneares, indo este ano apoiar os interessados em frequentar o curso de nadador-salvador.

Assim sendo, a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, em colaboração com a Associação de Nadadores Salvadores dos Açores, organiza um curso no Faial, entre 2 de Maio e 6 de Junho, devendo as inscrições ser efetuadas até 21 de Abril.

A Câmara Municipal das Lajes comparticipa a viagem e estadia no Faial e a Direção Regional dos Assuntos do Mar comparticipa o custo das inscrições. O apoio da CMLF está condicionado a haver um número mínimo de 4 inscritos e ao compromisso dos mesmos prestarem serviço nas zonas balneares do concelho das Lajes durante a época balnear.

Com este apoio a Câmara Municipal das Lajes pretende formar nadadores-salvadores com o objetivo de aumentar a segurança dos banhistas que frequentam as zonas balneares mais ocidentais da Europa, bem como tentar futuramente candidatar algumas zonas balneares à Bandeira Azul.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
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domingo, 9 de abril de 2017

«Brumas e Escarpas» #123

Moinhos de mão

Os antigos moinhos de mão açorianos, muito comuns na ilha das Flores e mais concretamente na Fajã Grande, eram feitos de pedra basáltica e constituídos por duas peças talhadas manualmente na própria pedra. Uma era mó, de forma redonda e com um olho ou buraco no meio sobre o eixo central por onde se deixava cair o grão de cereal que se pretendia moer. Esta mó, sob a forma de tampa gigante, tinha encastoado, próximo do bordo exterior, um manípulo de maneira a imprimir o movimento mais ou menos rápido à própria mó. A segunda peça, sobre a qual assentava a mó, era uma espécie de base fixa e, obviamente também redonda, com um rebordo ligeiramente mais alto do que a mó. A base sobre a qual rodava a mó tinha uma pequena falha ou rebordo num dos lados, sob a forma duma pequenina rampa e através da qual a farinha depois de moída saía. Uma terceira peça que não fazia parte da estrutura do moinho era a destinada a recolher a farinha, sendo que muitas vezes se usava um saco ou simplesmente um pano.

Estes moinhos comuns em muitas casas, dado que a farinha que moíam ficava bastante grossa, na Fajã Grande eram usados geralmente para moer o milho quando ele ainda não estava bem amadurecido ou seco. Era com esta farinha que se faziam as chamadas papas grossas, que comidas quentes com o leite, ou simplesmente frias e às talhadas eram saborosíssimas. Havia também quem quando frias as comesse cobertas com o leite a ferver ou até fritas. Era sobretudo nos dias anteriores à apanha do milho que se recorria a este apetitoso manjar.

Moer no moinho de mão era tarefa das mulheres que muitas vezes pediam ajuda às crianças, a fim de irem lentamente deitando o milho no buraco da mó enquanto a mãe ou a irmã ou outra mulher ia rodando a mó, por vezes um pouco pesada.

Consta que no início do povoamento das ilhas, antes dos moinhos de água estes equipamentos domésticos terão sido de grande importância. Uma vez que ainda não existiam os moinhos de água ou de vento, era a eles que se recorria para moer os cereais, nomeadamente o trigo, muito utilizado nos primórdios do povoamento açoriano. Mesmo mais tarde, já com o funcionamento daqueles moinhos, as famílias mais pobres recorriam ao seu uso, obtendo, assim obter a farinha sem o encargo de pagar a maquia ao moleiro ou outros impostos.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Nova exposição no Museu de Santa Cruz

Exposição sobre a diversidade de insectos existentes nos Açores estará patente no Museu e Auditório municipal de Santa Cruz até ao dia 26 de Abril.

Os Parques Naturais dos Açores apresentam a exposição "Insetos - vida nos Açores", produzida pelo Centro de Ciência de Angra do Heroísmo. Esta exposição exibe fotografias de detalhe sobre a diversidade de insectos existentes nos Açores, da autoria de Javier Torrent, Paulo Borges e Pedro Cardoso, colaboradores do Grupo de Biodiversidade da Universidade dos Açores.

O Museu municipal de Santa Cruz está aberto ao público de terça a sexta-feira das 9 horas às 12 horas e das 14 horas às 17 horas e ainda aos sábados das 14 horas às 17 horas.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Fixação de jovens qualificados é maior preocupação de José Carlos Mendes (PS)

Afirmando que é recandidato à Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores para terminar o seu projeto, José Carlos Mendes assumiu como principais preocupações as questões sociais e a fixação de jovens qualificados.

"A nossa grande preocupação serão sempre as pessoas. O nosso lema é as pessoas primeiro", disse José Carlos Mendes que num segundo mandato pretende dedicar a sua atenção "à fixação de pessoas, especialmente jovens qualificados".

O independente que encabeça a lista socialista à Câmara de Santa Cruz das Flores, destacou que a ilha das Flores padece de um "grave problema demográfico", porque a população está envelhecida e "é preciso atrair novamente os jovens, sobretudo aqueles que saem para estudar e depois tendem a não regressar. É muito necessário e urgente fixar jovens e, principalmente, jovens com alguma qualificação", defendeu José Carlos Mendes, de 60 anos e bancário reformado.

Para atrair população jovem qualificada, o recandidato do PS adiantou que a autarquia tem em curso a criação da primeira incubadora de empresas no concelho de Santa Cruz das Flores, uma obra já adjudicada e que "terá capacidade para albergar entre sete a dez empresas nas mais diversas áreas".

Além disso, José Carlos Mendes prometeu continuar com os ateliês de tempos livres (ATL) gratuitos, gratuitidade que se estende ao abastecimento de água e à recolha de resíduos.

Emprego, turismo e a questão social são outras áreas em que José Carlos Mendes quer dedicar "muita atenção" num futuro mandato autárquico, por entender que "há ainda muito trabalho por fazer. Decidi recandidatar-me porque penso que o nosso projeto ainda não está terminado e julgo que temos as condições para poder continuar", declarou o recandidato do PS.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e RTP Açores.
Saudações florentinas!!

domingo, 2 de abril de 2017

Alerta para lixo depositado no mar

O director regional das Pescas afirmou que “não são apenas as actividades extractivas do mar, como a pesca, que importunam os ecossistemas marinhos”, lamentando que os seres humanos façam dos oceanos “um caixote de lixo”.

Luís Rodrigues frisou que “80% do lixo marinho é de origem terrestre”, mas acrescentou que “também a pesca e a actividade marítima, como o transporte de mercadorias e de passageiros, produzem lixo”.

O director regional das Pescas falava à margem da entrega de prémios do concurso de boas práticas de gestão de resíduos a bordo dos atuneiros açorianos, no âmbito do projecto Lixo Zero nos Mares dos Açores. Luís Rodrigues salientou que o interesse desta iniciativa reside na “monitorização dos procedimentos para a gestão do lixo produzido a bordo dos atuneiros”, com a sensibilização dos pescadores e armadores, destacando também a importância da “monitorização do lixo flutuante” pelos observadores do Programa de Observação para as Pescas nos Açores.

O director regional das Pescas salientou ainda a importância desta iniciativa, que já se realiza há três anos, na sensibilização dos profissionais da pesca para as boas práticas na gestão do lixo a bordo da frota de atuneiros nos Açores. Luís Rodrigues afirmou pretender que este programa tenha continuidade nos próximos anos e que se estenda a outras pescarias, acrescentando que representa um importante contributo “para alcançar as metas ambientais definidas para os Açores” no âmbito da Directiva Quadro Estratégia Marinha.


Notícia: jornal «Diário dos Açores» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

sábado, 1 de abril de 2017

Sacos de plástico passam a ser pagos

Os sacos de plástico passam a ser pagos em todas as lojas dos Açores a partir de hoje, um ano depois de a medida ter chegado às grandes superfícies comerciais.

A medida, destinada a fazer diminuir o consumo de sacos de plástico, foi aprovada pela Assembleia Regional em Maio de 2014. O diploma estipulou que inicialmente se aplicaria apenas às grandes superfícies um ano depois da sua regulamentação, que aconteceu no dia 31 de Março de 2015, e dois anos depois a todas as restantes superfícies comerciais dos Açores.

O regime de pagamento de taxa ambiental sobre os sacos de plástico está instituído no valor de 4 cêntimos. Estão isentos de taxa os sacos que entram em contacto direto com o alimento com é o caso dos sacos transparente de rolo.

O diretor regional do Ambiente adiantou que em 2016 foram taxados 1,3 milhões de sacos de plástico nas grandes superfícies dos Açores. Segundo o responsável, estes números permitem "estimar com base naquilo que foi o número de sacos de caixa distribuídos por estas superfícies comerciais no período equivalente do ano anterior, que terá havido uma redução da introdução no mercado de um número superior a 4,5 milhões de sacos de plástico".

O diretor regional do Ambiente acrescentou que a medida permitiu encaixar "pouco mais de 50 mil euros".


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Jornal da Tarde» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Mudanças na Cooperativa Ocidental

Está escolhido o novo presidente da Cooperativa Ocidental: Nuno Nóia fica à frente da Direção num mandato de três anos.

O novo presidente encara esta missão com responsabilidade e garante que fazer cumprir os compromissos com a banca e com os produtores são os principais objetivos. Nos próximos anos, Nuno Nóia diz querer honrar os compromissos assumidos, nomeadamente com a banca e com os produtores. A única lista concorrente foi eleita por unanimidade, numa altura em que a Cooperativa Ocidental mantém uma situação financeira estável.

Notícia: RDP Antena 1 Açores.
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quinta-feira, 30 de março de 2017

Cortar matas de criptoméria... em espera

João Ponte foi ouvido ontem pela Comissão parlamentar de Economia sobre o projeto de resolução do PCP que recomenda ao Governo Regional a abertura de concurso para cortes nas matas de criptoméria na ilha das Flores.

O secretário regional da Agricultura e Florestas considera que os povoamentos de criptoméria geridos pelo Governo Regional na ilha das Flores encontram-se “em bom estado sanitário”, razão pela qual “não se justifica, para já, o corte ou a exploração dessas áreas públicas”.

João Ponte afirmou que a colocação de áreas públicas à venda está associada a diferentes fatores que têm pesos diferentes nas diversas ilhas e que se prendem com a necessidade de rejuvenescer e reconverter as áreas florestais geridas pela Região, a procura de material lenhoso em cada uma das ilhas, a oferta do setor público e do setor privado, a capacidade de exploração e transformação existente em cada uma das ilhas. O secretário regional disse ainda que “não se verificou nenhum pedido para corte de áreas públicas nas Flores”.

Tendo em conta a idade, prevê-se o rejuvenescimento e reconversão florestal dos povoamentos num curto prazo (5 a 10 anos) e a consequente oferta pública de madeira, que se estima 13 hectares por ano, para ser sustentável. Por estas razões, “não se deu início ainda à exploração das áreas públicas de matas de criptoméria na ilha das Flores”. João Ponte adiantou ainda que “tal não invalida que, caso surjam interessados, o Governo Regional disponibilize de imediato áreas para corte, de forma sustentável e sem prejudicar o setor produtivo privado, tal como já tem feito em situações semelhantes, noutras ilhas”.

Tendo em conta o referido projeto de resolução do PCP foi efetuada uma deslocação à ilha das Flores para avaliação geral do Perímetro Florestal e verificar a estabilidade mecânica dos povoamentos. No relatório da avaliação conclui-se que o Perímetro Florestal da ilha das Flores não apresenta áreas com clareiras ou outras situações de falta de estabilidade mecânica à ação do vento. Assim, não se verifica urgente a necessidade de intervir nestes povoamentos florestais na ilha das Flores.


Notícia: jornal «O Breves», «Tribuna das Ilhas» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
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quarta-feira, 29 de março de 2017

Contestação ao concurso de professores

A primeira subscritora da petição pela estabilidade do corpo docente afirmou que as novas regras do concurso de professores vão gerar problemas de funcionamento às escolas das ilhas menos populosas, prejudicando os alunos.

“Prevejo que com as novas regras do regulamento de concurso de pessoal docente, vários professores mudarão de escola no próximo ano, com claras implicações prejudiciais na qualidade do ensino”, afirmou Rosa Maciel, numa audição na Comissão permanente de Assuntos Sociais da Assembleia Regional.

Denominada “Pela estabilidade do corpo docente: em defesa da qualidade de ensino na Escola Básica e Secundária das Flores”, a petição reivindica alterações ao regulamento do concurso do pessoal docente da Região Autónoma dos Açores, apelando à continuação em vigor da cláusula de permanência mínima de três anos.

O Parlamento açoriano alterou em Março, por proposta do Governo Regional socialista, a periodicidade dos concursos de professores no arquipélago, que passa a realizar-se anualmente e não de três em três anos.

Rosa Maciel, professora na Escola Básica e Secundária das Flores, alegou que a fixação por três anos levava a uma maior estabilidade, envolvimento dos docentes na comunidade local, aluguer de casas e até constituição de família na ilha.

A docente referiu que a EBS das Flores tem, de forma progressiva, melhorado os seus resultados nos exames nacionais, fruto da estabilidade do corpo docente na última década e meia, mas estas conquistas estão agora comprometidas. “Não estamos contra professores. Estamos a favor dos nossos alunos. Defendo que até para ilhas mais pequenas deveria era haver concursos de professores por cinco anos”, disse Rosa Maciel, que considera ainda que a atribuição de subsídios de fixação aos docentes não é, por si só, a melhor medida.

Segundo a professora Rosa Maciel, atualmente a Escola Básica e Secundária das Flores tem 505 alunos e um total de 97 docentes, sendo que 38 professores são do quadro e 28 não.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 28 de março de 2017

Será construída Mini-hídrica na Fajãzinha

Esta nova Central elétrica será a terceira da ilha das Flores e vai captar a água da ribeira Grande.

O Governo Regionaldeclarou o interesse público do aproveitamento dos recursos hídricos da ribeira Grande, na freguesia da Fajãzinha.

A EDA Renováveis vai avançar com o projeto de construção da segunda Central Hidroelétrica na ilha das Flores: "Será uma Mini-hídrica com captação de água na zona da envolvente da estrada que vai para a Fajã Grande. Serão pequenos açudes na ribeira, haverá condutas de baixa pressão, uma câmara de carga onde é recolhida essa água e depois uma conduta forçada e uma Central relativamente perto do mar, onde a água é turbinada e será produzida a energia elétrica", afirmou o administrador David Estrela.

A empresa espera ter os licenciamentos concluídos até ao Verão para lançar o concurso público, sendo que a execução física do projeto deverá rondar dois anos.

Depois de concluído, mais de 80% da energia da ilha das Flores será de origem renovável: "Neste momento a energia produzida na ilha é cerca de 50% de origem renovável, sendo uma parte substancial da Central Hídrica de Além Fazenda e um pequeno contributo do parque eólico. Com esta nova Central Hídrica na Fajãzinha esse valor passará para a ordem dos 80%. O que significa que a ilha das Flores ficará destacadamente à frente de todas as restantes pelo grau de penetração de renováveis".

A EDA Renováveis continua a apostar na energia hídrica na ilha das Flores, indo construir uma segunda estação num investimento que deve rondar 7 milhões de euros.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
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domingo, 26 de março de 2017

Grupo de Modas e Cantares das Flores

Actuação em Julho de 2002 do Grupo de Modas e Cantares da ilha das Flores na Festa da Praça.

Alguns elementos do Grupo de Modas e Cantares da ilha das Flores foram Almero Silva, Amélia Costa, Anselmo Furtado, Arlete Hipólito, Armanda Banha, Elizabete Barbeiro, Fátima Avelar, Fátima Costa, Fátima Henriques, Francisco Soares, Hélio Fraga, José Francisco Fernandes, José Henrique Costa, José Valadares, Joseph Costa, Luísa Gonçalves e Paulo Rodrigues.


Vídeo: YouTube de Ilha das Flores - Açores.
Saudações florentinas!!

sábado, 25 de março de 2017

Apenas duas águas balneares nas FLW

Os Açores têm este ano mais seis zonas de águas balneares costeiras, totalizando 70. São Miguel é a ilha em que se identificaram mais zonas balneares (24), seguida da Terceira (15) e do Pico (11).

No ano passado, a lista era composta por 64 águas balneares costeiras, que se mantém este ano, mas são acrescidas de outras seis no concelho da Madalena, na ilha do Pico.

As duas zonas de águas balneares costeiras na ilha das Flores situam-se na Fajã Grande e as piscinas naturais em Santa Cruz.

A Direção regional dos Assuntos do Mar é responsável pelo processo de identificação das águas balneares no arquipélago e pela monitorização da sua qualidade. "A partir de Maio será iniciado mais um programa de monitorização das águas balneares que este ano visará a recolha e a análise de mais de meio milhar de amostras das águas balneares em todas as ilhas", frisou Filipe Porteiro.

As entidades gestoras das zonas balneares devem assegurar que estas zonas dispõem de equipamentos e serviços para os banhistas durante a época balnear, nomeadamente instalações sanitárias adequadas, recolha de resíduos e limpeza periódica de toda a zona balnear.

O diretor regional dos Assuntos do Mar disse ainda que "estão agendados seis cursos de nadadores salvadores nas ilhas de Santa Maria, Faial, Terceira e São Miguel", sendo que os interessados poderão consultar o portal da Direção regional dos Assuntos do Mar para mais informações sobre as condições de admissão e as datas relevantes.


Notícia: «Diário Insular», «Correio dos Açores» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Candidaturas ao EcoFreguesia até dia 31

Decorre este ano a oitava edição do concurso "Eco Freguesia, freguesia limpa", ao qual se podem candidatar todas as Juntas de Freguesia açorianas até dia 31 de Março.

O concurso tem como objetivo reconhecer e distinguir o esforço das freguesias, em colaboração com as populações, na limpeza, remoção e destino final dos resíduos abandonados em espaços públicos.

Desde 2016, o concurso "Eco Freguesia, freguesia limpa" passou a integrar dois novos projetos: A Minha Ribeira e Costa Limpa; dirigidos a todas freguesias em que existam linhas de água e zonas de costa que interesse monitorizar e assegurar as condições de limpeza.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
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quinta-feira, 23 de março de 2017

Governo Regional esquece ilha das Flores

O deputado florentino Bruno Belo acusou o Governo Regional de deixar a ilha das Flores para trás a cada Plano e Orçamento que faz aprovar na Assembleia Legislativa dos Açores.

Em causa, explicou o deputado regional do PSD, "está a perda de população na ilha das Flores nos últimos anos sem que o Governo Regional tenha sido capaz de travar esta tendência que pode vir a agravar-se se nada for feito".

"A ilha das Flores sofre uma constante diminuição da sua população. Só de 2001 para 2011 passou de 3.995 para 3.791 residentes. Os sucessivos Planos não foram capazes de gerar na ilha condições de fixação das gerações mais novas", referiu Bruno Belo no debate do Plano e Orçamento para 2017.

"Onde estão as medidas para estimular a fixação de jovens? Sabemos que os empregos não se criam por decreto, mas como acreditar num Governo socialista que, Plano após Plano, foi incapaz de criar núcleos de geração de riqueza capazes de serem geradores de empregos e tenha preferido subsidiar a pobreza?", questionou o deputado florentino do PSD.


Notícia: jornal «Diário Insular».
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Debater o desenvolvimento sustentável

A fundação Inatel inicia na ilha das Flores um conjunto de 17 debates temáticos que vão decorrer até 2018 em todo o país.

Os debates temáticos foram organizados segundo os objetivos da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, promovida pelas Nações Unidas e que traz à discussão 17 metas para a resolução Transformar o nosso Mundo.

"Pretendemos dar o nosso contributo, levando à discussão cada um dos 17 objetivos para o desenvolvimento sustentável nas diversas regiões onde o Inatel está instalado e tem delegações", afirmou José Manuel Alho, vogal da administração do Inatel.

O primeiro debate deste ciclo, subordinado ao tema "Proteger a vida marinha", terá lugar no próximo sábado (dia 25) na ilha das Flores, "sendo os Açores uma região cujo reconhecido património marítimo se estende muito para além da sua dimensão económica", e inclui uma homenagem póstuma, "modesta mas simbólica", ao oceanógrafo Mário Ruivo. O seu nome será atribuído a uma das salas de conferências do hotel gerido pelo Inatel na ilha das Flores, "para que as novas gerações não esqueçam o contributo que ele deu a Portugal", salientou José Alho.

A iniciativa conta, também, com uma mostra fotográfica, da autoria de Nuno Sá, sobre o "Mero, uma espécie icónica nos Açores" e propõe aos alunos da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz das Flores que sejam "repórteres por um dia", escrevendo uma notícia sobre os principais assuntos em debate, acompanhada de uma reportagem vídeo e fotográfica.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
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terça-feira, 21 de março de 2017

Alterações ao concurso de professores terá efeitos nefastos na Escola das Flores

O grupo parlamentar do PS alterou, por proposta do Governo Regional, a periodicidade dos concursos de professores nos Açores, que vão passar a realizar colocações anuais e não por períodos de três anos.

A proposta do Governo Regional gerou críticas por parte de alguns partidos da oposição, que entendem que esta alteração poderá gerar instabilidade nos quadros docentes de algumas escolas, em especial nas ilhas mais pequenas.

O deputado florentino João Paulo Corvelo lembrou que há ilhas como as Flores, onde a contratação de professores por um período mínimo de três anos "contribuiu, de forma decisiva, para o sucesso educativo".

Também Artur Lima, deputado do CDS/PP, advertiu que "o Partido Socialista não vai demorar muito a reconhecer o erro que está a fazer em relação às ilhas mais pequenas e com dificuldades de fixação de professores".

O secretário regional da Educação entende, porém, que a alegada instabilidade do quadro de docentes das escolas mais periféricas, ficará minimizada com as medidas excepcionais previstas neste diploma, nomeadamente os incentivos à fixação de professores nas ilhas mais pequenas. Avelino Meneses disse mesmo estar convicto de que estas alterações melhoram substancialmente o regulamento do concurso de pessoal docente, indo ao encontro da opinião dos sindicatos de professores.

Maria João Carreiro, deputada do PSD, discordou dos incentivos agora anunciados para a fixação de docentes, por entender que vão acabar por subverter o objetivo do diploma, podendo incentivar "a sair e não a ficar".

Paulo Estevão, deputado do PPM, considerou que as sucessivas alterações do Executivo socialista ao concurso de professores, ainda não vão ficar por aqui, acusando o Governo Regional e a maioria que o suporta de andarem à deriva nesta matéria.

Apesar das críticas da oposição, Sónia Nicolau, deputada da maioria socialista, manifestou a sua satisfação pela aprovação das alterações ao regulamento do concurso de professores, recordando que esta foi uma promessa eleitoral do PS.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Correio dos Açores».
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Cana-roca pode vir a substituir o plástico

Na Green Business Week uma investigadora da Universidade dos Açores falou sobre a “Valorização da conteira: uma planta invasora no mercado”.

Originária da região do Himalaia oriental, a Hedychium gardnerianum foi amplamente introduzida como planta ornamental em diferentes regiões do mundo, incluindo os Açores onde é conhecida por cana-roca ou conteira, estando espalhada em todas as ilhas com excepção do Corvo.

O trabalho de investigação de Helena Vasconcelos sobre a cana-roca tem sido desenvolvido juntamente com os investigadores Maria João Pereira, Maria Gabriela Meirelles e Roberto Amorim. Na Green Business Week, os investigadores terão também um stand no qual terão em exposição a cana-roca e os produtos derivados da mesma, que substituem o plástico e são biodegradáveis, por exemplo, bases de copos e pratos.

O interesse de Helena Vasconcelos pelas fibras naturais surgiu recentemente, mais concretamente após a colaboração com Roberto Amorim e Gabriela Meirelles no âmbito do projecto “Conteira Amiga”, o qual ficou classificado no top20 de 269 projectos ambientais do concurso internacional “a world you like with a climate you like”.

A seguir a este concurso, o grupo tem desenvolvido uma intensa actividade que abrangeu diversas estratégias de desenvolvimento e numerosos estudos de conformação e moldagem de objectos feitos de folhas de cana-roca.


Notícia: jornal «Correio dos Açores».
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domingo, 19 de março de 2017

Abertos cursos de nadadores salvadores

A Direção Regional dos Assuntos do Mar e a Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores informam que estão abertas candidaturas para a frequência de cursos de nadadores salvadores em várias ilhas do arquipélago no primeiro semestre de 2017.

A presença de nadadores salvadores transmite confiança e segurança aos utentes das zonas balneares, tornando a experiência balnear mais tranquila e agradável. As entidades gestoras das zonas balneares, na sua maioria Câmaras Municipais, estão cada vez mais sensibilizadas para dotarem estes locais com meios de vigilância e segurança adequados.

Com o objetivo de colmatar o número insuficiente de nadadores salvadores nos Açores, estão neste momento agendados seis cursos que vão decorrer durante o primeiro semestre em quatro ilhas do arquipélago.

A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, em colaboração com a Associação de Nadadores Salvadores dos Açores, irá organizar dois cursos em São Miguel e dois cursos na Terceira. Por seu lado, a Autoridade Marítima Nacional também está a organizar cursos nas ilhas do Faial e Santa Maria.

A Direção Regional dos Assuntos do Mar, enquanto entidade coordenadora das zonas e águas balneares dos Açores, comparticipa o custo das inscrições, em especial aos formandos que queiram trabalhar nas ilhas onde não se realizam cursos, nomeadamente nas Flores, Graciosa, São Jorge, Pico e Corvo.

Os candidatos a estas formações têm de ter 18 anos à data de início do curso, a escolaridade obrigatória, de acordo com a data de nascimento, e ainda passar na prova de admissão.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.
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sábado, 18 de março de 2017

PS recandidata autarcas florentinos

Os socialistas vão apresentar às próximas eleições autárquicas 12 atuais presidentes de Câmara e apoiar a lista de independentes na Calheta de São Jorge.

Nas eleições autárquicas deste ano, nas ilhas ocidentais o PS recandidata Luís Maciel nas Lajes das Flores, José Carlos Mendes em Santa Cruz das Flores e José Manuel Silva no Corvo.

À pergunta se é caso para dizer que em equipa que ganha não se mexe, Vasco Cordeiro referiu que o PS faz “uma apreciação muito positiva do trabalho” dos presidentes de Câmara e “da capacidade de cada um dos líderes dessas candidaturas de, com grande sentido de exigência, de rigor e trabalho, poderem também construir um projeto vitorioso para os próximos 4 anos”.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Diário dos Açores».
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segunda-feira, 13 de março de 2017

Colocação de professores põe em risco qualidade de ensino na ilha das Flores

O Conselho da Ilha das Flores emitiu um parecer desfavorável à intenção do Governo Regional em alterar o regulamento do concurso de pessoal docente.

O Governo Regional quer aprovar um novo regulamento para a colocação de pessoal docente que deixa cair a obrigação dos professores permanecerem três anos numa ilha.

O órgão consultivo florentino afirma de forma veemente que a proposta governamental não assegura qualidade de ensino e que, numa perspetiva de fixação da população, esta proposta contribuirá para a desertificação da ilha das Flores.


Notícia: «TeleJornal» da RTP Açores.
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domingo, 12 de março de 2017

Ecos do Ocidente na Festa da Fajã Grande

Actuação em 1990 dos Ecos do Ocidente na Fajã Grande.

Vídeo: YouTube de Ilha das Flores - Açores.
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sexta-feira, 10 de março de 2017

Dez mil trutas produzidas nas Flores

Os serviços florestais produzem anualmente cerca de 15 mil trutas em São Miguel e dez mil nas Flores, destinadas ao repovoamento de ribeiras e lagoas.

Os números foram avançados pela diretora regional dos Recursos Florestais, entidade responsável pela gestão das espécies piscícolas e de pesca em águas interiores, que assegura o fomento da pesca desportiva da truta através da realização anual de repovoamentos com peixes provenientes da reprodução artificial realizada nos postos aquícolas da Reserva Florestal de Recreio do Viveiro das Furnas (em São Miguel) e da Reserva Florestal Luis Paulo Camacho (nas Flores).

A Direção regional dos Recursos Florestais atribui cerca de 500 licenças de pesca desportiva em águas interiores por ano, registando-se uma procura crescente por parte de turistas estrangeiros.

A pesca desportiva nas águas interiores do arquipélago constitui uma importante componente ao nível da oferta e também o aproveitamento dos recursos naturais da Região. Esta pesca é praticada apenas em São Miguel e nas Flores, as únicas ilhas que possuem lagoas e ribeiras com condições para a manutenção e pesca de espécies piscícolas.

Na ilha das Flores pode-se pescar truta nas ribeiras dos Moinhos, Além Fazenda, Fazenda, Silva, Urzela e Grande e na Lagoa da Lomba.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
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quarta-feira, 8 de março de 2017

Lajes comemora o Dia da Mulher

A Câmara Municipal de Lajes das Flores organiza várias actividades de comemoração do Dia da Mulher, que decorrerão de 8 a 12 de Março no Museu municipal e na Casa do Povo das Lajes. Serão desenvolvidas várias actividades que visam promover a autovalorização e o convívio.

As comemorações do Dia da Mulher começam com uma sessão de massagem partilhada com Camille Farge, hoje às 19h30 no Museu municipal. Amanhã (quinta-feira) haverá uma aula de yoga com Jamie Patten. Na sexta-feira (dia 10) haverá uma aula de fitness com Sara Rosário, na Casa do Povo das Lajes. No sábado e no domingo há um workshop de dança Nia com Beatriz Teves Oliveira, às 16 horas na Casa do Povo. Estas actividades de comemoração do Dia da Mulher encerram com uma palestra de Cláudia Pereira sobre “Os Segredos da Nutrição para a Mulher”, no domingo (dia 12) às 18 horas.

Haverá um ambiente de boa disposição e muita dinâmica. Cada pessoa pode escolher as suas actividades e inscrever-se junto dos serviços da Câmara Municipal das Lajes.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
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domingo, 5 de março de 2017

Resultado histórico no voleibol feminino

Disputou-se este fim-de-semana na ilha de Santa Maria o Campeonato Regional de séniores femininos em voleibol. A equipa das florentinas do Clube Desportivo Escolar Flores (CDEF) realizaram um percurso quase perfeito, só tendo sido derrotadas num único jogo a eliminar que as "empurrou" para a disputa do terceiro lugar. A conquista do lugar no pódio é um facto histórico no voleibol feminino na ilha das Flores, muitos parabéns às jogadoras florentinas e ao treinador Paulo Manes.

Na sexta-feira e no sábado a equipa feminina do CDEF conquistou o seu grupo sem contestação, através de duas vitórias por 3-0 face ao Angústias Atlético Clube (da ilha do Faial) e o Clube Desportivo Escolar de Santa Maria. Hoje de manhã disputou-se a meia-final, jogo em que o CDEF apesar de ter dado luta em todos os "sets" saiu derrotado por 3-0 frente ao Angra Volei Clube. No final da tarde de hoje, as valorosas florentinas voltaram a defrontar e a vencer a equipa da casa, desta vez com vitória mais renhida por 3-1.

Para a posteridade aqui ficam os nomes das voleibolistas florentinas: Sara Rosário, Cláudia Pereira, Andreia Nóia, Beatriz Lourenço, Liliana Rosário, Carla Santos, Mariana Lima, Rita Nogueira, Susana Soares, Samanta Santos e Selena Franco.

Saudações florentinas!!

sábado, 4 de março de 2017

CMLF apresentou Festa do Emigrante

A Câmara Municipal de Lajes das Flores apresentou no passado dia 27 de Fevereiro a XXXII edição da Festa do Emigrante, que se realizará este ano de 14 a 17 de Julho.

Para a edição deste ano da Festa do Emigrante, a Câmara Municipal irá manter a matriz que tem caracterizado estas que são as maiores festas concelhias, e que passam sobretudo pela promoção e valorização da nossa cultura e das nossas tradições, nomeadamente pela apresentação do nosso folclore, das nossas marchas, da nossa gastronomia e do nosso artesanato. Pretendemos igualmente apresentar a quem nos visita um pouco da nossa história e da nossa identidade, bem como o nosso património histórico e natural.

Ao nível dos concertos musicais estão já confirmados os grupos Blind Zero, Rute Marlene, XPTO e Haja Saúde, um grupo de emigrantes açorianos oriundo da Califórnia.

Foi igualmente apresentado o cartaz deste ano da Festa do Emigrante, da autoria de Pedro Braia, vencedor deste ano do concurso do cartaz para a Festa.

Este ano o navio de passageiros irá permanecer novamente de sexta a segunda-feira nas Lajes, o que se espera possa atrair mais visitantes à ilha das Flores e contribuir para o sucesso da XXXII Festa do Emigrante.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
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sexta-feira, 3 de março de 2017

Professora suspensa na Escola das Lajes

Uma professora da Escola Básica de Lajes das Flores foi suspensa 20 dias por ter obrigado um aluno de 8 anos a comer sopa que tinha vomitado.

O inspetor regional da Educação referiu que o caso remonta a 11 de Outubro de 2016 e foi denunciado pela encarregada de educação do aluno do primeiro ciclo, alegando que a professora "teria mandado" o seu educando a continuar a "comer a sopa após a ter vomitado".

"Para o devido apuramento dos factos, foi instaurado processo disciplinar à docente", no qual ficou provado que aquela "ordenou que o aluno continuasse a comer a sopa, apesar de este ter dito que não conseguia comer mais, tendo vomitado para o prato o que tinha acabado de ingerir", adiantou Rúben Fournier Pereira.

De acordo com o inspetor regional da Educação, "de seguida, a professora obrigou o aluno a comer o resto da sopa e o alimento vomitado. Após toda a produção de prova e dos factos dados como provados, a conduta da docente foi punida com sanção de suspensão pelo período de 20 dias, implicando o afastamento da docente das suas funções durante este período, perda das remunerações correspondentes e da contagem de tempo para a antiguidade", acrescenta o responsável.

"A docente visada leciona desde 2012 e não tinha quaisquer antecedentes disciplinares", referiu ainda o inspetor Rúben Fournier.

O despacho deste processo disciplinar tem data de 13 de Fevereiro e a sanção foi aplicada pelo diretor regional da Educação.


Notícia: «Açoriano Oriental», «JN», TVI 24, rádio Renascença, «Diário Insular», «Correio da Manhã», TV Record Europa e «DN».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Parceiros sociais chumbam Orçamento

A maioria dos parceiros sociais com assento na concertação estratégica enviou pareceres negativos ao Governo Regional sobre as propostas de Plano e Orçamento para este ano.

De acordo com os documentos entregues ao Governo Regional, a maioria destaca como negativo o fraco investimento público previsto e alguns propõem mesmo o reforço de verbas para alguns sectores.

A Federação Agrícola dos Açores, por exemplo, considera que deveria haver um reforço de 10% nas verbas do investimento público “para que os rendimentos dos agricultores possam ser salvaguardados, que devem ser canalizados para algumas áreas já referenciadas, como a formação profissional, a diversificação agrícola, o reforço da medida agro ambiente e clima, as infraestruturas agrícolas ou os transportes entre ilhas e exterior”.

A CGTP-Intersindical sublinha que “em ambos os documentos ressalta a opção por incentivos às empresas para a produção de bens transaccionáveis com o objectivo de fomentar as exportações e a penetração no mercado global, descurando a produção para o mercado regional e interno e a substituição de importações, o que é necessário ao equilíbrio da balança comercial regional e do país. Assinala-se, pela negativa, a ausência de orientações e medidas para a criação de emprego com direitos, para o combate à precariedade e aos baixos salários, apesar de se preconizar o aumento do emprego”.


Notícia: jornal «Diário dos Açores».
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quarta-feira, 1 de março de 2017

Secretário não liga nenhuma às Flores

Confrontado com a existência de uma petição, criada na ilha das Flores, contra a intenção do Governo Regional de alterar a periodicidade dos concursos de colocação de professores, que vão passar a ser anuais, o secretário regional da Educação minimizou o assunto.

"Creio que esse episódio, que surgiu esporadicamente nas Flores, é um receio que não se justifica neste momento", sublinhou Avelino Meneses, assinalando que quando há alguns anos o Governo Regional optou pela obrigatoriedade de permanência dos professores durante três anos na escola de colocação foi "porque havia dificuldade de deslocar docentes para as ilhas mais periféricas, o que atualmente já não acontece".

Apesar disso, o secretário regional da Educação comprometeu-se a encontrar uma forma de acautelar a eventual "instabilidade" que a periodicidade dos concursos poderá gerar em escolas e ilhas mais isoladas, através da criação de "mecanismos para atrair docentes".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

«Brumas e Escarpas» #122

Filhoses

Um dos doces que nunca faltavam em todas as casas da Fajã Grande nos dias de Carnaval eram as filhoses. Trata-se de um doce tipicamente açoriano que tem como base uma versão da massa sovada mas com um tratamento final muito diferente. A massa sovada, tradicional nas festas do Espírito Santo e nas bodas dos casamentos era cozida no forno sobre a forma de pão, no primeiro caso e de rosquilhas no segundo enquanto as filhoses típicas dos dias de Entrudo eram fritas sobre a forma de pequenos pedaços retirados da massa e fritos de depois de esticados e moldados com as mãos.

Não se sabe bem a origem destas filhoses comuns a todas as ilhas e chamadas malassadas em São Miguel, mas as ilhas açorianas, apesar de distantes do Continente português não apenas pelo espaço mas também pela cultura e pelas tradições receberam muita influência destes através dos primeiros povoadores. É verdade que no território continental não é costume celebrar-se o Carnaval com filhoses, sendo estas tradicionais por altura do Natal.

As filhoses na Fajã Grande eram feitas com farinha e fermento retirado do que se guardava da última fornada do pão de trigo. Feito o fermento inicial era-lhe juntado a farinha, os ovos, água, leite, manteiga, açúcar e muita raspa de limão. Tudo isto era amassado de seguida. A mulher a quem competia esta tarefa colocava um lenço de calafate, arregaçava as mangas e depois de misturar muito bem todos os elementos amassava-os aos murros como de massa sovada se tratasse. O alguidar onde a massa fora amassada era colocado em lugar quente e coberto com cobertores ou xailes a fim de que a massa levantasse muito bem. Só depois eram arrancados pequenos pedaços, esticados e moldados com as mãos que eram postos a fritar em banha de porco bem quente. Uma vez retiradas do lume as filhoses eram polvilhadas de ambos os lados com uma mistura de açúcar e canela. Eram excelentes e comiam-se devidamente racionadas nos quatro dias de folia carnavalesca, porque na Quarta-feira de Cinzas já era pecado comê-las não apenas porque era dia de jejum mas também porque tinham sido fritas em graxa de porco.

Na verdade, na Fajã Grande na década de cinquenta do século passado não havia Entrudo sem filhoses, sem batalhas de água, sem mascarados e sem danças que eram ensaiadas nas noites anteriores. As danças tinham sempre o velho e a velha mascarados a fazerem palhaçadas, a meter medo às crianças e a pedinchar filhoses pelas portas das casas por onde passavam.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Menos população e mais envelhecida

Os Açores poderão ter voltado a perder população no ano passado, segundo os dados até agora recolhidos pelo Serviço Regional de Estatística.

De Janeiro a Novembro do ano passado nasceram 2.074 pessoas na Região Autónoma dos Açores e morreram 2.200 pessoas, o que resulta num saldo natural de -126.

Já em 31 de Dezembro de 2015 as estimativas do Serviço Regional de Estatística registavam que residiam 245.766 indivíduos nos Açores, sendo 120.352 homens e 125.414 mulheres. Esta estimativa representa uma diminuição de 587 indivíduos em relação ao valor estimado para 2014.

Por ilhas verifica-se que o crescimento efectivo apresenta variações diferenciadas. Desta forma, e para 2015, todas as ilhas apresentam um valor negativo, com a excepção de Santa Maria e do Corvo. Dentro dos valores negativos, destacam-se a ilha Graciosa (-13,2‰) e a ilha das Flores (-8,3‰).

O Índice de Envelhecimento demográfico (relação entre a população idosa e o número de pessoas com 14 anos ou menos), fixou-se em 82,4 pessoas idosas por cada 100 pessoas jovens, contra os 78,6 em 2014. Por ilhas, este índice atingiu os valores mais elevados na ilha das Flores (147,7), no Pico (147,3) e em São Jorge (142,5).


Notícia: jornal «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

«Brumas e Escarpas» #121

Leite

Há quem afirme que os pastos da ilha das Flores ainda hoje são dos melhores do mundo. Na primeira metade do século passado essa tese ainda seria mais verdadeira, sobretudo no que às pastagens da Fajã Grande dizia respeito. Situadas em zonas baixas, muitas delas regadas com nascentes de água, por vezes vedadas durante algum tempo ou alternadas com o cultivo do milho, eram de excelente qualidade. A primeira consequência de tudo isto era a excelente qualidade do leite, na altura elemento fundamental na economia da freguesia. Para além duma parte, a maior, que era vendida ou à Cooperativa ou a Martins & Rebelo, a outra parte era fundamental para alimentação diária das famílias. O leite, nas casas dos lavradores, era elemento fundamental do jantar, na altura denominado ceia. O leite bebia-se juntamente ou com pão, às sextas-feiras acabadinho de sair do forno, ou com o bolo do tijolo ou com as papas. Era ainda com o leite que se fabricava o queijo, também presente como conduto em muitas refeições.

A quantidade de vacas leiteiras que cada lavrador possuía é que era relativamente baixa - duas, raramente três e, nalguns casos, apenas uma. As relvas junto da porta eram poucas e poucos eram os homens que tinham tempo ou forças para ir ao leite ao mato todos os dias, dado a longa distância das pastagens e a dificuldade em subir e descer a rocha. Apesar de ordenhadas duas vezes por dia, a produção de leite obtida era relativamente baixa, pois rara era a vaca que em cada ordenha dava mais de dez litros, isto por alturas de dar a cria. O leite era recolhido diretamente da teta da vaca para as latas utilizadas para esse fim, feitas de folha-de-flandres, e fabricadas pelo latoeiro da freguesia, o Antonino de Ti Francisco Inácio. Consta que em tempos mais recuados, o leite era tirado das vacas em cabaças e transportado nas mesmas. As latas de leite quando vinham do mato, ou das terras em que as vacas nos meses de Abril e Maio estavam amarradas à estaca a trilhar as terras onde ia ser semeado o milho, eram transportadas presas e penduradas num pau, uma atrás das costas e outra à frente. Caso fosse necessário transportar três latas, aplicava-se um gancho na parte de trás do pau, permitindo assim prenderem-se duas latas atrás das costas, colocando à frente a mais pesada para contrabalançar. Arte e engenho não faltavam!

Nos dias em que não havia pão ou bolo fresco nem papas, o leite era fervido e deitado ainda a ferver sobre o pão que, nos últimos dias após a cozedura era fervido, sobre o vapor de água. Esta operação era feita num caldeirão com um suporte da madeira no fundo, sobre o qual o pão era colocado. Ao ferver, a água colocada no fundo do caldeirão provocava um vapor que penetrava no pão, amaciando-o. Assim ficava como se fosse acabadinho de sair do forno. Era o pão estufado, sobre o qual se despejava o leite que neste caso também não necessitava de ser fervido.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Missa no "novo" Império da Ponta Ruiva

Data de 1861 a construção da Casa de Espírito Santo da Ponta Ruiva. Passando por altos e baixos, a última remodelação acaba de ocorrer, tendo ficado muito bem. De salientar as pinturas e restauros de interiores, levados a cabo pelo pintor artista plástico florentino César Dinarco Castro.

Ponta Ruiva é um dos lugares mais pequenos na ilha das Flores. No dia desta gravação eram 39 os seus habitantes. Estando situada no cimo de uma encosta sobranceira ao mar, a Ponta Ruiva fica muito afastada das freguesias mais próximas, cerca de 5 kilometros dos Cedros a que pertence e cerca de 13 kilometros de Ponta Delgada.

Desde há vários anos que se realiza no último sábado de cada mês a Celebração da Palavra, estando a cargo do diácono Luís Alves. Desde o ano de 1954 que existem registos sobre os festejos aqui realizados.

Este vídeo foca a missa de benzedura e “inauguração” do Império do Divino Espírito Santo da Ponta Ruiva, após obras de reabilitação e restauro. Nesta eucaristia estiveram presentes todas as autoridades eclesiásticas da ilha das Flores, a saber: os padres Rúben Sousa, Eurico Caetano e Pedro Aguiar e ainda o diácono Luís Alves. A população acorreu à cerimónia, com o apadrinhamento do tempo que estava fantástico.

Obrigado à Ouvidoria da ilha das Flores, aos padres e diácono, aos responsáveis pelo Império, nomeadamente a dona Maria Luísa, os presentes na missa e toda a população. Obrigado especial à Luísa Silveira pelas imagens e a imprescindível ajuda na produção. Obrigado a todos.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Câmara das Lajes vai construir canil

A Câmara Municipal de Lajes das Flores, no decorrer das suas obrigações legais e no âmbito da defesa da saúde pública, da integridade física de pessoas e animais e do meio ambiente, vai avançar com a obra de construção de um canil municipal.

Esse canil ficará situado nos terrenos da Câmara das Lajes na zona da Pedreira e permitirá a criação de condições para o abrigo/alojamento temporário de animais abandonados ou errantes, capturados na via e em locais públicos.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

À conversa com o chef Joel Vieira

Joel Vieira, natural da ilha das Flores, é chef de cozinha e é o jovem em destaque deste mês na TVJ Azores.

O jovem florentino fala-nos da sua paixão pela cozinha, das experiências de trabalho a nível internacional, do respeito pela tradição e pelo produtos. Joel explica em que consiste o seu projeto "Vieira em Casa" e dá a conhecer um pouco do seu futuro restaurante: O Vieira.


Vídeo: YouTube da TVJ Azores.
Saudações florentinas!!