quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Nos Açores há poucas empresas e uma grande concentração dos lucros

No ano de 2006, os Açores tinham um total de 3.466 empresas que apresentaram lucros tributáveis para efeitos da chamada "derrama" – um imposto que é aplicado pelos municípios e que pode ascender a um máximo de 1,5% sobre o lucro tributável. Mas os dados da Direcção Geral dos Impostos demonstram ainda outra realidade: o número de empresas na Região continua a ser muito diminuto e a concentração dos negócios em poucas empresas é muito elevada.

A nível nacional, o rácio entre empresas com lucro tributável inferior a 150 mil euros e as [empresas com lucro tributável] acima desse valor é de 61% (de empresas com volume [de negócios] inferior) para 39% (de empresas com volume [de negócios] superior). Nos Açores a situação é oposta: há 45% de empresas com volume [de negócios] inferior a 150 mil euros e 55% de empresas com volume [de negócios] superior.
Por outras palavras, a proporção de pequenas e médias empresas [PME's] é ainda muito baixa. A comparação com a situação nacional é clara: a Região tem 0,8% do número de empresas com lucros inferiores aos 150 mil euros e 1,5% das que apresentam lucros superiores.

Em termos de dinheiro, a actual situação parece garantir uma melhor rentabilidade, pois os 1.06% de empresas que a Região tem são responsáveis por 1,23% dos lucros tributáveis. Tudo somado, cada empresa regional obteve uma média de 66 mil euros de lucro tributável, quando a média nacional se fica pelos 57 mil. Em 2006, o lucro tributável nos Açores atingiu os 229 milhões de euros (cerca de 97% respeitante a empresas com lucros tributáveis superiores a 150 mil euros).

Ponta Delgada, que tem 38,3% das empresas, é responsável por 56,6% desses valores, provavelmente devido ao facto de aqui estarem sedeadas algumas das maiores empresas regionais, incluindo as públicas. É, aliás, o único concelho [açoriano] onde a percentagem de empresas é inferior à percentagem de lucros – e apenas em Vila do Porto existe um empate. O concelho [açoriano] onde existe uma maior concentração é o de Santa Cruz das Flores: 79,3% das 29 empresas existentes têm lucros tributáveis superiores a 150 mil euros. Os concelhos [açorianos] onde a concentração é menor são os do Corvo e de São Roque do Pico (respectivamente 33,3% e 36,% de empresas com lucros superiores a 150 mil euros).

Notícia: «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

18 comentários:

Anónimo disse...

Correcção da notícia: as referências aos limites são de "volume de negócios" e não de "matéria colectável".
Eu não acredito que a maioria das empresas em SC têm lucros superiores a 150.000,oo euros.
Se assim fosse quem não queria ir para SC fazer negócios?
Esta correcção faz toda a diferença.

Anónimo disse...

Não serão dados credíveis, estes ...

Ze Povinho disse...

Tambem estou achar que estes lucros são um pouco exagerados.Alguem explica melhor como foi feito este estudo?

Anónimo disse...

Vão ao Serviço de Finanças de SC e peçam esclarecimentos.

Anónimo disse...

Lucro, lucro... teve o Transall!!! O governo deu-lhe uma casa nova e ele leva consigo a velha!! às peças mas leva!!!!

Anónimo disse...

mas os franceses já não estão nas flores para que vaia ai o transal...

ze povinho disse...

A pouca vergonha no seu melhor a voltar com comentários da treta!

Identificado disse...

"lucros tributaveis" e uma coisa que não existe.Ou é "base tributavel" ou é "lucros".O jornalista que escreveu esta treta tem que ir a escola.
quanto ao Transall ele não pediu para mudar de casa, acho bem se ele pode aproveitar alguma coisa.

Anónimo disse...

O jornalista do Diário dos Açores não tem conhecimentos suficientes sobre a matéria.Assim o conteúdo e as conclusões referenciadas no post estão erradas.
O Fórum devia rectificar.

Nelson Fraga disse...

1) fui eu próprio quem aqui publicou o texto desta notícia do «Diário dos Açores»;

2) as ligações (a outros "sítios") e a imagem [que constam no nosso blogue, adicionalmente ao texto dessa notícia do «DA»] foram por mim escolhidas/seleccionadas;

3) não sou especial apreciador de julgamentos sumários, por isso não desqualifico [logo à primeira] este trabalho do jornalista do «DA», tomando-o como credível (até que seja/fosse feita efectiva prova em seu contrário);

4) deve ser realizada a clarificação de que «lucro tributável» existe de facto, sendo o «valor obtido com as operações realizadas para a determinação da matéria colectável».
quem mesmo assim ainda queira conferir tal facto, pode fazê-lo constatando duma forma esquemática a fórmula de cálculo do lucro tributável (no "sítio" do IAPMEI) ou confirmando a determinação do lucro tributável [no seu regime simplificado] através da legislação fiscal e tributária (no "sítio" da DGCI);

5) parece-me que o jornalista desta notícia do «DA» afinal se tenha mesmo equivocado em alguns dos termos usados.
se formos conferir os dados tributários constantes nos ficheiros da DGCI [disponíveis nas ligações externas que providenciamos junto com o texto da notícia], constatamos [como aqui foi parcialmente referido no primeiro comentário de um@ anónim@] que (ao longo da notícia do «DA») quando vem escrito "empresas com lucro tributável superior (ou inferior) a 150 mil euros" se devia ler "empresas com volume de negócios superior (ou inferior) a 150 mil euros". isso, caso a fonte original do jornalista para esta sua notícia tenha sido a informação dos dados tributários oficiais que acima referimos.
julgo que esta confusão/troca de termos na notícia do «DA» tenha acontecido devido ao facto do volume de negócios ser um (mas não o único!) dos indicadores para o apuramento do lucro tributável.

6) para os 2 concelhos florentinos atentemos em alguns desses dados tributários [retirados dos já citados ficheiros da DGCI]:

- com volume de negócios inferior a 150 mil euros há 6 empresas em Santa Cruz e 5 nas Lajes, a que corresponde um lucro tributável total de 18.493€72 em Santa Cruz e 600€44 nas Lajes;

- com volume de negócios superior a 150 mil euros há 23 empresas em Santa Cruz e 5 nas Lajes, a que corresponde um lucro tributável total de 2.672.595€16 em Santa Cruz e 277.594€28 nas Lajes;


então, se tomarmos como marco delimitador de fronteira [duma pequena e média empresa (PME) para uma grande empresa] o valor (inferior ou superior a) 150 mil euros de volume de negócios, temos que em Santa Cruz 79,3% das empresas [com lucro tributável] são grandes empresas (23 em 29) e nas Lajes esta ratio é de 50% (5 num total de 10).
assim, se assumirmos plenamente o pressuposto acima enunciado do marco delimitador entre grandes empresas e PME´s [mais de 150 mil euros de volume de negócios] teremos que ter por verdadeira uma das "conclusões" que vêm na notícia do «DA»: Santa Cruz é o concelho açoriano onde existe maior concentração dos negócios, pois 79,3% das empresas são grandes e apenas 20,7% são pequenas e médias empresas.

7) mesmo assim vamos manter o texto da notícia do «DA» como está, pois foi assim mesmo que foi publicado no jornal. se os "erros" aqui identificados forem efectivamente verdadeiros, fica feita a corrigenda nesta caixa de comentários.

bom dia a tod@s!!!

Anónimo disse...

a sim e qeu é falar a gente precisava 1 gestor de contas na camara das lajes a sim

Anónimo disse...

pois, mas vai ter que pagar as propinas primeiro!!!!

Anónimo disse...

Em SC não seria bom haver um especialista em contabilidade, finanças e fiscalidade?

Anónimo disse...

olaré!!

Identificado disse...

Obrigado pelos esclarecimentos.

Anónimo disse...

Em SC quais são as maiores empresas?

Anónimo disse...

Orgulho bairrista - Vivemos adornados por um orgulho sem fundamento, prontos a entender que nascemos em "Rodondel de baixo,com muita honra", frase corrente mas sem sentido.

Anónimo disse...

a agencia funeraria