quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Furacão Gaston a caminho dos Açores

O furacão Gaston está a deslocar-se pelo Atlântico e perdendo força, estimando-se que chegue aos Açores no sábado já sob a forma de tempestade tropical.

O delegado nos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera afirmou que o furacão Gaston deverá atingir os Açores na madrugada de sábado já enfraquecido, ou seja, na categoria de tempestade tropical, afetando sobretudo os Grupos Ocidental e Central do arquipélago com ventos de 65 kilometros por hora e rajadas de 85 km/h.

O Gaston é o sétimo furação a formar-se no Atlântico neste ano de 2016. O primeiro furacão a formar-se foi o Alex, que atingiu os Açores em Janeiro e foi um fenómeno muito raro, que já não acontecia há quase 40 anos, uma vez que os furacões nesses meses são muito raros, sendo a sua época normal de formação entre Junho e Novembro.


Notícia: «Diário Insular» e «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Encaminhamento de passageiros das low cost dificulta as ligações para residentes

O encaminhamento gratuito dos passageiros chegados nas low cost estão a encher os voos inter-ilhas da SATA, assim dificultando imenso as ligações em voos inter-ilhas para os residentes nos Açores.

Voos cheios dias a fio nas ligações entre os Açores e o Continente, mas sobretudo nas ligações inter-ilhas estão a dificultar a mobilidade dos açorianos para fora do arquipélago e dentro dele. "Está cada vez pior, é cada vez mais difícil arranjar voo com pouca antecedência, e as pessoas queixam-se", adiantou um residente.

Nos aviões seguem sobretudo turistas que se servem dos encaminhamentos gratuitos entre o arquipélago, garantem os operadores. As viagens, por isso mesmo, são marcadas com muita antecedência, o que limita a mobilidade de quem precisa sair da sua ilha à última hora. Os residentes têm sido, portanto, os mais prejudicados. O problema é relativamente recente; só há pouco mais de um ano é que se deixou de conseguir marcar passagens inter-ilhas de um dia para o outro.


Notícia: jornal «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Recuperação da Cooperativa Ocidental

No passado dia 19, Vasco Cordeiro visitou a Cooperativa Ocidental destacando o “trajeto de recuperação”, apontando o “apoio técnico que foi prestado e está a ser prestado à cooperativa” e “o programa de apoio à aquisição de novilhas tendo em vista o reforço da produção de leite”.

“É bom constatar que neste momento estas medidas já estão a produzir resultados em benefício dos agricultores da ilha das Flores”, acrescentou Vasco Cordeiro, explicando que no primeiro semestre de 2016 “há um aumento de cerca de 80% no volume de entregas de leite na fábrica”.

Vasco Cordeiro considerou, contudo, ser necessário “ir mais além”, referindo aspetos no funcionamento da Cooperativa Ocidental que necessitam de atenção, como a questão ambiental ou a valorização dos produtos, no sentido de serem criadas condições para que “possa aumentar o rendimento deste setor” na ilha das Flores.

“Este aspeto de valorização dos produtos lácteos dos Açores é uma matéria que não tem a ver apenas com a ilha das Flores, mas com todo o setor leiteiro regional”, adiantou Vasco Cordeiro.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 28 de agosto de 2016

Ensaio literário de Pierluigi Bragaglia foi vencedor do Prémio Daniel de Sá 2016

Em entrevista ao jornal «Diário Insular», Pierluigi Bragaglia afirma que “há mistérios do passado [do povoamento e toponímia das ilhas das Flores e do Corvo] que ainda se poderão desvendar, aliando a investigação documental à ousadia da interpretação”.

Venceu o prémio literário Daniel de Sá, na categoria de ensaio, com o trabalho «Novas luzes sobre o povoamento e topónimos das Flores e Corvo: João da Fonseca e António Carneiro no Reino, em São Tomé e Príncipe, em Cabo Verde e nos Açores». Como surge este trabalho? Por que razão decidiu dedicar-se a este tema?

Já me dedico à História do arquipélago há muito tempo, sendo historiador com licenciatura finalizada no longínquo ano de 1992 com tese sobre os Açores e residente na ilha das Flores há 25 anos, durante os quais publiquei várias obras de cariz histórico e/ou turístico, com edições patrocinadas pelas autarquias locais, ou autofinanciadas. Como surgiu este trabalho... Surgiu da gaveta onde tinha acumulado, ao longo de vários anos, uma série de inspirações de múltiplas origens, desde artigos de jornal a livros, páginas da internet, etc. Este trabalho pode definir-se como a edição, o desenvolvimento de um somatório de "palpites" heterogéneos, que ganharam força e que se vieram interligar, como num puzzle, à medida que os fui aprofundando.

Que correlação existe, enfim, entre estas personalidades e estes lugares?

O João da Fonseca é o conhecido promotor da inicial colonização das ilhas das Flores e Corvo, todavia a sua figura sempre foi abordada de forma muito superficial, referido por qualquer fonte de forma automática e repetitiva: o ensaio propõe um esboço biográfico com vários pontos inéditos ou esquecidos. O António Carneiro foi simplesmente a mais poderosa "eminência parda" dos Descobrimentos portugueses, tendo sido aparentemente o "inventor" da própria palavra Descobrimentos, sendo secretário e conselheiro particular de três soberanos diferentes na era dourada da monarquia, envolvido em praticamente todos os assuntos do Reino e do Ultramar. O facto de ter redescoberto, ou revelado e frisado, a proximidade laboral, profissional e até de parentesco de António Carneiro com João da Fonseca, permitiu concluir que o grande secretário - assim como a historiografia nacional o tem recordado - teve uma influência notável também na colonização das ilhas das Flores e Corvo.

Há, na sua opinião, muita História por explorar no que diz respeito ao povoamento e à toponímia que as ilhas das Flores e do Corvo ainda têm?

Com certeza há sempre zonas sombrias, mistérios do passado que no futuro se poderão desvendar, aliando a investigação documental à ousadia da interpretação. O ensaio apenas ilumina novas diretrizes de pesquisa, ao longo das quais penso que ainda muita informação se poderá quantificar e qualificar mais corretamente, retificar e melhorar.

Este trabalho não é o primeiro que desenvolve sobre os Açores. Foi, aliás, autor do primeiro guia turístico sobre o arquipélago editado em Itália. A propósito: como vê esta vaga de turismo que parece estar a chegar à Região? Os Açores estão na moda. As ilhas correm o risco de perder a sua identidade?

Numa Região de beleza paisagística ímpar como os Açores, é natural que o turismo tenha que chegar em números sempre maiores. Ao longo destes anos vividos no arquipélago, através de escritos e palestras públicas, cansei-me de sugerir modalidades de turismo adaptadas à realidade local, não invasivas e amigas da natureza. Em 1995 escrevi o primeiro roteiro dos trilhos pedestres nos Açores, que são hoje uma das ofertas principais da Região, mas que ainda carecem de investimentos adequados, que correspondam à promoção que deles se faz. Houve promessas de turismo sustentável que não foram mantidas, como a definição da carga máxima de turistas por ilha, a abolição de touradas e vacadas, ou a realização inútil de avultados investimentos, como por exemplo a construção do Aquarium no porto de Ponta Delgada, eventos e empreendimentos contrários ao turismo de natureza que supostamente se quer promover. São contradições que é preciso ultrapassar (maltratar e aprisionar animais para o simples lazer dos humanos), por serem só em favor de supostas tradições, ou do lucro imediato e de um "progresso" um pouco descontrolado: penso que ainda estamos longe do que aconteceu esta semana em Veneza, como já acontecera em Barcelona, com os residentes a afixarem cartazes com o slogan TouristGoAway!, ou TouristGoHome!, mas existe sim, nos Açores, o risco de matar a galinha dos ovos de ouro, com uma excessiva "prostituição" do turismo regional. Apesar da propaganda, ainda é preciso definir um caminho para o turismo que se quer, e tomar decisões firmes acerca desse caminho, o que ainda não foi feito.

Está, entretanto, a preparar outras obras sobre os Açores?

A preparar concretamente ainda não, até por estar finalmente a gozar de um ano sabático, após ter saído da indústria turística depois de 25 anos de trabalho continuado, ao vender o bed&breakfast que possuía na Fajã Grande. Todavia, tenciono investir o valor deste prémio Daniel de Sá na pesquisa para a realização de mais uma obra sobre os Açores, uma história extraordinária cujo princípio ainda mora na minha gaveta, e que deverá estar pronta só dentro dos próximos dois ou três anos.

Notícia: jornal «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

sábado, 27 de agosto de 2016

Limpeza de zonas costeiras nas Lajes

Ao longo desta época balnear, a Câmara Municipal das Lajes em parceria com a associação AmbiFlores, o Serviço de Ambiente da ilha das Flores, a Capitania do Porto de Santa Cruz das Flores e com a colaboração da Junta de Freguesia da Fajã Grande, deu continuidade à limpeza da orla costeira para recolha de lixo marinho no concelho das Lajes.

Nesta operação foi abrangida toda a extensão do areal da Fajã Grande, das piscinas naturais da Salema à zona balnear da Fajã Grande bem como o rolo da Fajã Grande. Nas Lajes, a Fajã Lopo Vaz, o Calhau da Dura e a praia da Calheta. Ao longo destas linhas de costa foram retirados mais de 1600 Kg de resíduos.

A Câmara Municipal das Lajes agradece a colaboração de todos os voluntários e apela ao correto encaminhamento dos resíduos produzidos, evitando assim acumulações desta dimensão.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Multibanco em Ponta Delgada custa mil euros mensais à Câmara de Santa Cruz

A Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores paga mil euros por mês à Caixa Geral de Depósitos para que a população da freguesia de Ponta Delgada possa dispor de uma caixa multibanco na sua localidade.

O presidente da autarquia, José Carlos Mendes afirmou à Antena 1 Açores que o encargo de cerca de mil euros por mês vale a pena pelo serviço prestado: “Para fazerem um simples carregamento de telemóvel, pagar água ou eletricidade, aceder aos serviços essenciais financeiros tinham de deslocar-se à sede do concelho fazendo uma distância de cerca de quarenta e tal kilómetros. Chegávamos ao absurdo das pessoas terem que pagar um táxi pagando cerca de 20 euros, às vezes para fazerem uma movimentação financeira de 5 ou 10 euros. A Câmara de Santa Cruz está efetivamente a pagar pela prestação do serviço”.

A Câmara Municipal das Lajes também está a negociar com o banco uma caixa da rede ATM para a freguesia da Fajã Grande.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Lúcia Silva é cabeça de lista do PAN

A cabeça de lista do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) pelo círculo da ilha das Flores às próximas eleições regionais, a 16 de Outubro, é Lúcia Silva, técnica superior de Educação.

A candidata, de 45 anos, natural da ilha das Flores e a residir em Ponta Delgada (São Miguel), disse que esta é a sua primeira experiência partidária, adiantando que “desde sempre” as suas ideias passaram pela “defesa do ambiente, animais e pessoas”, pelo que aceitou o desafio do PAN. “É o único partido que me faz sentir estar de acordo com as minhas ideias, de um mundo melhor, mais harmonioso”, adiantou Lúcia Silva, reconhecendo contudo que o PAN “ainda tem pouca implantação” nos Açores, mas é “cada vez mais conhecido, o que é positivo”.

A cabeça de lista do PAN pelo círculo eleitoral da ilha das Flores lamentou o desinvestimento na produção agrícola biológica, área que considera ser necessário apostar. Lúcia Silva defendeu, ainda, ser necessário “colocar em causa o paradigma vigente do crescimento infinito”, explicando que o PAN pretende “trazer medidas que reforcem as questões da educação e da consciência para uma gestão inteligente e equilibrada dos recursos naturais. Apostar no bem-estar e no desenvolvimento equilibrado é tão bom para o planeta como para quem habita nele”, acrescentou.

Esta é a segunda vez que o PAN se candidata às eleições legislativas regionais dos Açores, onde há quatro anos concorreu apenas pelo círculo eleitoral de São Miguel, tendo conquistado 680 votos.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Balanço possível dos deputados regionais "florentinos" nesta X legislatura açoriana

Provavelmente constitui a mais miserável representação política que a ilha das Flores alguma vez teve na Assembleia Legislativa Regional... só eventualmente equiparável à III legislatura açoriana (1984-1988).

Com base nos dados publicamente disponibilizados pela Assembleia Legislativa Regional abaixo se mostra um balanço quantitativo do trabalho político dos deputados regionais "florentinos" nesta X legislatura açoriana.
Saudações florentinas!!